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23 de janeiro de 2010

Victor & Leo e os segredos de um grande sucesso

Dupla mineira explora com muita competência as lições dos tempos de barzinhos


Foto por Divulgação/Verão Show
No palco, Victor se incumbe do violão acústico e faz vários solos

Explicar o por que um determinado artista se tornou um fenômeno de popularidade nem sempre é fácil, mas justificar o estouro de Victor & Leo não é tão complicado, após conferir com atenção uma performance ao vivo dos irmãos mineiros.

O primeiro ponto é a experiência deles como músicos da noite. Durante 14 anos, eles tocaram em bares de São Paulo e Belo Horizonte. No repertório, canções de diversos estilos. Quem atua nessa área sabe: o importante é agradar o público, custe o que custar.

Nesse tempo todo, Victor & Leo aprenderam a fazer um som polido, bastante entrosado e pop até a medula. Não é de se estranhar o fato de que um dos empresários do duo, Luiz Antonio Pedreira, rejeita o rótulo de dupla sertaneja para eles.

Victor & Leo seguem a receita de inúmeros artistas internacionais, como Gart Brooks, Shania Twain, Amy Grant e Beyoncé, só para citar alguns nomes.

A estratégia é a seguinte: parta de uma base inicial mais restrita (country, funk, música religiosa, etc) e amplie com o tempo esse horizonte sonoro, de forma a se tornar pop. Dessa forma, você tem uma base fiel de público e simultaneamente invade outras praias musicais.

Lógico que não é todo mundo que consegue tornar viável essa mistura. E é esse um dos grandes méritos de Victor & Leo. Do sertanejo, eles mantêm o canto em duo, a aposta em eventuais acordeons e também uma ou outra música sertaneja de raiz.

Do country rock, vem a energia, os violões de cordas de nylon e aço e as harmonias vocais. E da MPB de tendência romântica - especialmente do grupo Roupa Nova - surgem as melodias doces, sem surpresas, com a dose certa de elaboração, de forma a não complicar a sua assimilação pelo grande público.

A presença de palco dos irmãos é muito boa. Victor assume o papel do músico da dupla, tocando violão com bastante competência e se incumbindo com frequência dos solos instrumentais - que faz de forma simples e eficiente.

Como não carrega um instrumento, Leo fica com a missão de ser o principal foco vocal e também de correr mais pelo palco.

A banda que os acompanha é bem eficiente e tem duas características que a diferencia da maior parte da concorrência: não tem vocalistas de apoio, metais e dançarinas - o que tira um pouco do glacê brega que permeia algumas das duplas sertanejas pop.

E temos, é lógico, o fator visual. Victor & Leo fazem o tipo modelo ou ator de novela: altos, em boa forma física, usando um visual casual chic... Mas isso seria de pouca serventia, caso o conteúdo musical de seu trabalho não fosse bem resolvido.

Além de músicas próprias como Deus e Eu no Sertão e Borboletas, eles também se valem de material alheio em shows e discos. E essas escolhas falam muito sobre suas tendências musicais.

60 Dias Apaixonado, por exemplo, é da fase em que Chitãozinho & Xororó apostavam nas raízes da música sertaneja. Nova York, de Chrystian & Ralf, tem um espírito roqueiro típico daquela dupla.

Aliás, esses dois duos sertanejos sempre tiveram como marca o espírito pop de experimentar novos rumos.

E tem a releitura de Anunciação, de Alceu Valença, outro especialista em misturas e um decano da MPB. E o espírito geral é puro Roupa Nova, no sentido de polidez, de eficiência instrumental e de limpeza sonora.

Fonte: R7
Pesquisa: Amanda Cristini

28 de dezembro de 2009

Victor & Leo entre os gatos da Música em 2009

Ô Lem Casa!!!


Música na novela, ginásios lotados e as meninas suspirando. Victor & Leo foram a dupla sertaneja do ano. O DVD que lançaram lidera as paradas, porque as fãs querem ver os irmãos em casa



Pois é amigas... alguém se arrisca a dizer o contrário? KKK

Fonte: R7 Entretenimento
Pesquisa: Amanda Cristini

17 de novembro de 2009

Victor & Leo, os preferidos de Chitãozinho & Xororó

Chitãozinho & Xororó adiantam detalhes de novo trabalho




Beirando a incrível marca de 40 anos de carreira, a dupla Chitãozinho & Xororó já está preparada para o lançamento de seu 31° disco. "Se For Para Ser Feliz" (Universal Music) tem previsão de lançamento para o mês de dezembro e promete renovar o estilo sertanejo. A prova disso é a participação especial do guitarrista Andreas Kisser (Sepultura), tocando numa das faixas do álbum. Em entrevista exclusiva ao Sucesso e-mailing, a dupla adianta mais novidades sobre o novo álbum e revela também os projetos para 2010.
(Por Gustavo Godinho)

SUCESSO e-mailing - Vocês já estão com quase quarenta anos de carreira e acompanharam de perto toda a evolução da música sertaneja. Desde o preconceito sofrido, em meados dos anos 70, até a ascensão e popularização dos dias atuais. Na opinião de vocês qual foi o principal fator dessa virada de mesa do estilo?

Xororó - Bem, do período que a gente começou, até os dias de hoje, muita coisa mudou. Na década de 70, cantar música sertaneja era muito difícil, porque as portas eram fechadas para o nosso segmento. Mas mesmo assim a gente acreditava no estilo e com muita persistência, fomos nos apresentando e popularizando o estilo, quebrando a barreira do preconceito. Isso durou até 1978, quando finalmente estouramos para todo o Brasil com a canção "Sessenta Dias Apaixonado". Depois, em 1981 lançamos o disco "Amante Amada" que foi um grande sucesso. E, em 1982, quando gravamos "Fio De Cabelo", as coisas mudaram completamente e o sucesso dessa canção nos consolidou como artistas. De lá pra cá, eu não vejo uma mudança tão grande, porque desde aquele tempo, na frente do nosso palco, já estavam os estudantes universitários. De lá pra cá, o que mudou foram as influências e os ritmos, porém o sertanejo foi, é e continuará sendo o estilo musical preferido dos brasileiros.


SUCESSO e-mailing - Qual é a dupla da nova safra sertaneja que vocês mais gostam?

Chitãozinho - Sem dúvida, Victor & Leo é o que tem de melhor no sertanejo, atualmente. Eles estão trazendo novidades e novas influências para o segmento.


SUCESSO e-mailing - Vocês realizam shows com a banda de rock Fresno. Há a possibilidade da banda participar do próximo disco de vocês?

Xororó - A gente se aproximou do Fresno devido a um trabalho feito pela MTV, onde nós tocávamos com ele. Isso foi maravilhoso, tanto que desencadeou uma série de shows com participações especiais deles. Para esse novo álbum que lançaremos em dezembro, a gente regravou "Duas Lágrimas", que integra originalmente o disco "O Rio, A Cidade e a Árvore", do Fresno. Além disso, em 2010, faremos um grande evento para comemorar 40 anos de carreira. Já temos essa parceria acertada e eles irão cantar com a gente para comemorar a data.

SUCESSO e-mailing - O que mais vocês podem adiantar do novo disco?

Chitãozinho - Foi gravado em estúdio e é um disco de canções inéditas, com excessão de "Duas Lágrimas " e "Planeta Azul", uma releitura que colocamos como última faixa, com novo arranjo. E o disco vem com boas novidades. É um trabalho bem romântico, que virá intitulado de "Se For Pra Ser Feliz" e o primeiro single que é homônimo ao disco, traz uma linda mensagem de paz. Tem ainda duas outras canções que chamarão atenção. Uma tem um maravilhoso solo de guitarra gravado por Andreas Kisser, do Sepultura. A outra faixa tem a participação do Juninho (Junior Lima, filho de Xororó) tocando bateria. Além disso, as doze canções que farão parte de "Se For Pra Ser Feliz" estão diferentes de tudo aquilo que já fizemos.

Fonte: Blognejo
Pesquisa: Amanda Cristini

 
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